30 de abril de 2012

Gerações à rasquinha


Há uns anos atrás uma geração foi chamada de «geração rasca» porque entendiam os sabedores de todas as filosofias, por exemplo, que se trava de uma geração perdida, sem valores, sem rumo, sem projetos, sem definição de vida. Uma geração protegida que apenas se empenhava na borga e na boa vida.

Recentemente surgiu uma nova tipologia geracional, a «geração à rasca». Titulo dado a uma geração que, mesmo capaz e competente, não tem rumo, não tem oportunidades e a quem sugeriram emigrar.

Agora, juntamos todas as gerações ativas no mercado de trabalho, bem como as que hoje recebem a justa pensão de velhice e o resultado que obtemos é comum.

Somos, maioritariamente, todos iguais. Sim, eu sei, é como tudo na vida, uns mais iguais que outros. Mas, na verdade, somos “todos iguais… todos diferentes”.

Porquê iguais e diferentes?

Parece-me simples, ou talvez não. Iguais, porque estamos todos sob o fogo cruzado daqueles que governam e ditam leis… 

Só que a verdade é que as leis não são como o sol, porque não nascem para todos, há exceções. Por vezes, e eu que sou jurista, já me pergunto se a exceção é uma exceção à regra ou se a regra é que é a exceção,… ou se será a exceção que é regra?

Bom, naturalmente que estamos quase, vá lá, quase, todos sob esse ataque massivo aos nossos direitos adquiridos (não gosto da expressão, mas é assim que se diz).

Ora bem, se a nossa atitude for de aceitar tudo o que nos impõem qualquer dia ainda virá (irá vir?) o Gasparzinho dizer, muito lenta...mente, que os subsídios serão repostos, gradual…mente, a partir de 2015 e na totalidade em 2018. O quê? Já disse? Bolas, não ouvi, adormeci a meio. E ele também já vos disse que 2015 é o ano subsequente a 2014? Já? Bem, anda muito à frente, bolas.

A minha pergunta é simples: pensará o Gasparzinho que o povo aguenta tanto tempo que ainda o teremos que aturar em 2018? Nem em 2015, digo eu!

Temos que aplicar a regra das leads jornalísticas e responder, para sabermos como, quando, quem, porquê, onde, o quê… a ordem das leads pouco importa, se conseguirmos que este estado das coisas seja posto na ordem!

Porque, afinal, a questão nuclear é que juntando todas as gerações, tenham elas os títulos que tiverem, neste momento não passamos todos de gerações «à rasquinha», e quando estamos à rasquinha, temos que fazer qualquer coisa, certo?