14 de setembro de 2012

Road to Nowhere


A ver se entendi.

Opção 1: O MF disse que com os valores da redução da TSU as empresas iriam poder criar emprego.

Opção 2: O MF, depois, disse que as empresas eram obrigadas a ter um fundo onde colocariam essa diferença.

Opção 3: Ontem o PM disse que as empresas podem aproveitar a oportunidade para baixar os preços, uma vez que tudo o que inclua no preço o fator mão-de-obra (pessoal) vai ficar mais “barato”.
Ora, como não sou economista, vou fazer contas com utilização da regra mais fácil que sei 2+2=4.

Para a opção 1, se se criar mais emprego, por consequência da redução da TSU, os valores atuais não devem sofrer alteração, pois se for equivalente não muda nada, eventualmente reduziria a taxa de desemprego. O que acho que não acontece face aos valores que nos mostram menor consumo, logo menos necessidade de trabalhadores.

Mas, nem vale a pena perder tempo porque aqui eu não consigo perceber nada, não me ocorre, à primeira vista, que houvesse maior receita para o Estado, já que é isso que importa para ajudar a baixar o deficit.

A opção 2, se o valor da redução for colocado num fundo (se calhar sem fundo), teríamos que ter um “policia” a controlar, quem iria investir e em quê? Sim, se o poder de compra, quer numa, quer noutra opção, não aumenta, logo, menos consumo, menor necessidade de investir, menos impostos…

A opção 3 contraria, no meu ver as duas primeiras, e pode concluir-se da mesma forma com que conclui a 2.ª. Ou seja, baixando os preços – “coitados” dos produtores - pagamos menos na fatura final, gastando o mesmo dinheiro, logo, no limite não há maior receita fiscal. Sei que há maior consumo, mas de bens ou serviços cujo o seu custo de produção é inferior, parece-me que existe uma relação de reduzindo 100 de um lado gasta-se esses 100 no outro. A menos que seja como a velha história daquele que devia 100 euros e sem pedir acabou por liquidar a divida misteriosamente.

Então para quem não sabe eu conto, mais ou menos, já não me recordo bem.

É, mais ou menos, assim:
Uma pessoa tem uma residencial. Ao ser visitado por um casal recebe 100 euros de sinal para que eles verifiquem se gostam de uma suíte.
- Enquanto estes visitam a suíte, o homem vai ao talho e paga 100 euros de carnes em divida.
- O talhante, agarra e vai pagar 100 euros que devia na mercearia.
- O merceeiro paga a uma prostituta 100 euros de serviços prestados por esta (sem fatura).
- Por fim, a dita senhora vai à residencial pagar os 100 euros em divida do aluguer de quartos para o exercício da sua profissão.

Finalmente o casal desce e diz não gostar da suíte, requerendo a devolução do sinal.

Conclusão, ninguém deve nada a ninguém!

Logo, se mal compararmos, as reduções não serão mais do um circular de valores que, no fundo, acho eu, não nos vai dar nada, antes pelo contrário, porque a divida “Soberana” rende juros - a alguém - e esses têm que ser pagos!

Deixo estas minhas humildes observações - reconheço a minha ignorância na matéria - à consideração de quem melhor possa elucidar, até porque gosto de aprender.

De repente, lembrei-me de uma canção dos Talking Heads (Cabeças falantes) – “Road to Nowhere”.
“Well we know where we're goin'
But we don't know where we've been
And we know what we're knowin'
But we can't say what we've seen

And we're not little children
And we know what we want
And the future is certain
Give us time to work it out”

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2013.02.07