Hoje [NÃO] fiz greve

Sem qualquer hesitação, hoje fiz greve. Não, não faltei ao trabalho. Fiz outro tipo de greve.

Por outras palavras, posso dizer que tomei como opção não aderir a determinadas correntes filosóficas que sem efetivamente definirem rumos objetivos, no meu entender, pretendem levar atrás de si gente que realmente está a sofrer MUITO os efeitos da austeridade, a quem querem fazer acreditar naquilo que eles – os promotores – também não acreditam.


Olho para algumas pessoas e parecem marionetas que são guiadas por aqueles que se apelidam de defensores dos direitos do proletariado. Os chamados K7’s. Se calhar não será o melhor título, talvez já tenham evoluído para CD. A diferença não está na qualidade do discurso, antes e apenas na qualidade da gravação.
Oiço um dirigente sindical dizer que ele fazia greve mas a associação sindical que dirige não aderia à greve. É do tipo “faz o que eu digo, não faças o que eu faço”?
Independentemente de tudo e de todas as opções que cada um livremente pode e tem o direito de tomar, tenho que deixar aqui uma pergunta: Como se atrevem a chamar de geral a uma coisa parcial?

E como é que podemos acreditar em alguém que é o mais Alto Magistrado da Nação e que diz, repetidamente, que a greve é um direito, mas ele foi trabalhar. Só faltava mesmo era o Governo vir dizer que fez o mesmo.

Imaginem esta cena de outra forma: EU, não concordando com o que EU estou a fazer, decido lutar contra as MINHAS atitudes e reivindicar os MEUS direitos, aqueles que EU estou a tirar a MIM próprio. Mas decidi não o fazer, porque alguém tem que trabalhar… Ai, ai a piadinha do Sr. Silva.


Ainda um dia hei de escrever sobre o valor da vida. Ou melhor sobre quanto vale a vida para cada um de nós.


Afinal, viver não custa, o que custa é saber… 
Foto TVI 24

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2013.02.07